sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Reflectindo acerca de...

Praticar
A importância das TIC nas práticas educativas.

Em Portugal, muitos passos foram dados nos últimos anos, quer no apetrechamento das escolas em hardware, quer na formação em TIC dos nossos professores. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para que a integração das TIC seja verdadeiramente transversal nos currículos e feita de forma sistemática e planeada, em vez de pontual e espontânea.

Uma escola que não se “socorra”, ou melhor, que não integre os novos meios informáticos, corre o risco de se tornar obsoleta. Como diz Adell (1997:6):“As tecnologias de informação e comunicação não são mais uma ferramenta didáctica ao serviço dos professores e alunos…elas são e estão no mundo onde crescem os jovens que ensinamos…”.

Partimos do princípio que o uso contextualizado das TIC no âmbito educativo é actualmente uma mais valia para os professores que as utilizam, comparativamente àqueles que lhes resistem.

A integração das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) no ensino é encarada como essencial para o desenvolvimento de um país através da formação de cidadãos mais e melhor preparados para um mundo em constante mudança. São necessários indivíduos com educação abrangente em diversas áreas, que demonstrem flexibilidade e capacidade de comunicação. Desta forma, tornou-se primordial a promoção de uma educação e formação para todos os cidadãos ao longo da vida. As TIC prometem desempenhar um papel significativo potenciando professores e alunos a melhorar o acesso e eficiência da educação e da formação.


No contexto pessoal, as vantagens dos computadores prendem-se com o ganho de tempo na execução de tarefas rotineiras (tais como preparar testes, fichas, realizar trabalhos de casa, fazer pesquisas, tratar dados, fotografia digital e imagem, trocar informação via e-mail, etc.), bem como a possibilidade de formação à distância, participando em trabalhos e experiências conjuntas à escala nacional e internacional, etc.

No contexto educativo, são de referir, entre outras vantagens, a interacção diferenciada que o professor pode estabelecer com os seus alunos quando recorre a software específico, a pesquisa online dirigida, a possibilidade de comunicação por e-mail para tirar dúvidas, enviar ficheiros, conversar com os encarregados de educação, etc.
Mas as barreiras para o uso das TIC em contexto educativo são ainda muitas. Podemos agrupá-las em duas classes: uma que se prende com o parque informático das escolas e outra que tem a ver com os constrangimentos do(s) agente(s) educativo(s). Sabemos que a existência de um bom parque informático na escola não implica a sua utilização discernida e sistemática. Verificamos que uma formação acrescida não implica obrigatoriamente muita qualidade na utilização das TIC. Como sugere Atkinson (1997), para termos professores empenhados e despertos, devemos incluir, no seu programa de formação, as novas tecnologias, em dois sentidos: no sentido de valorizar as pedagogias clássicas e no sentido de os fazer entender que as TIC não são antagonistas dos métodos tradicionais, mas antes os dois se complementam.

Somos da opinião que se devem manter alguns “padrões clássicos” de educação, mas tudo isso conjugado com o uso sistemático do computador.

Para que a integração/utilização das TIC nas escolas e nas práticas educativas seja bem sucedida é necessário reforçar o apetrechamento das escolas e, simultaneamente, delinear uma estratégia cujo plano de acção passe pela valorização das TIC no contexto do projecto educativo/curricular da escola e da turma, pela criação de dispositivos eficientes de actualização/manutenção e de animação dos sistemas tecnológicos e pela formação dos professores.

Embora geralmente se aceite que as TIC podem ser usadas de modo a facilitar a educação e a formação, existe um grande fosso entre os potenciais usos das TIC e o concretizado. Dificilmente se encontra outra área de aplicação onde o fosso entre os imagináveis benefícios e a realidade seja tão grande como na educação e formação.

Relativamente às TIC e à sua implementação nas escolas, deixamos uma nota final. Não é suficiente achar que é algo bom: é necessário teorizar, passar à prática e mais ainda, é preciso medir, avaliar. Só avaliando podemos seleccionar as melhores ferramentas e metodologias e promover o progresso. (Perraton, 2000).

Bibliografia
ADELL, J. (1997). Tendencias en educación en la sociedad de lás tec-nologias de la información. EDUTEC, Revista Electrónica de Tecnologia Educativa. 7 (1997).

ATKINSON, T. (1997). Pedagogical considerations in the application of new technologies to teacher education, European Journal of Teacher Education. 20:1 (1997).

PERRATON, H. (2000). Choosing Technologies for Education. Journal of Educational Media. 25: 1 (2000).

Objecto de aprendizagem

Relatório de procedimentos do Podcast

1º passo – Pesquisa na Internet da história “Um amigo chamado computador”.
2º passo – Adaptação da história
3º passo – Leitura da história às crianças e realização das ilustrações.
4º passo – Gravação dos diálogos da história.
5º passo - Montagem de imagem e de som em Power Point.
6º passo – Transformação dos diapositivos em imagens.
7º passo – Transformação dos ficheiros de som em formato wave para formato mp3, através do programa switch.
8º passo – Junção dos vários ficheiros de som num único ficheiro através do programa wavepad.
9º passo –Temporização das imagens em função do ficheiro de som, através do programa photostage.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

EPIC 2014

Informação é poder

O vídeo Épic 2014 idealiza a possível luta pela liderança da Internet, descrevendo acontecimentos desde 1989, com a criação da WWW por Tim Berners-Lee, até 2015, quando a Googlezon, uma fusão entre Google e Amazon, domina a informação.
Ao longo do documentário são-nos descritos vários produtos que se encontram disponíveis na Internet, que abarcam várias áreas da sociedade de informação, da sociedade do conhecimento.
Associadas a estas áreas, são também apresentados os grandes produtores e gestores do grande mundo que é a Internet. No entanto, consideramos importantíssimo sublinhar as implicações deste galopar tecnológico que tem vindo a causar grande polémica, uma vez que existem vantagens e desvantagens.
Depois de uma análise esmiuçada do filme, parece-nos inquietante a questão das notícias personalizadas escritas para cada usuário, baseadas no conhecimento dos seus hábitos de consumo, dos seus interesses, das suas escolhas, dos seus dados demográficos e da sua rede social.
Assim sendo, somos da opinião de que a notícia deixaria de ser um relato da realidade do mundo e passaria a ser um relato que reflectiria os interesses de cada um, e no fundo, a realidade de cada um de nós. O utilizador ficaria a tal ponto dependente da internet, que a imprensa escrita deixaria de ter razões para existir, ao correr o risco de não ir ao encontro das necessidades de cada usuário, dado que a informação não seria seleccionada, tal como se prevê que aconteça no Googlezon.
“Baudrillard considera que é devido aos progressos da tecnologia e da comunicação que se assiste a esta nova visão da realidade, ou seja, a realidade passa a ser o que nos é transmitido pelas tecnologias de informação e da comunicação, nomeadamente a televisão e o ciberespaço e é tanto mais real quanto mais intensa for a experiência, ou seja, simulada ou não.” Castro (2006:28)
Podemos ver esta ideia reforçada nas palavras de Balding na abertura da conferência “Novos meios de comunicação: a dimensão da liberdade de imprensa quando afirma que a “Internet aumentou extraordinariamente novas possibilidades para a propagação e, às vezes, para a manipulação progressiva da informação”, algo que é, difícil, quando não impossível de combater”.
Para além disso, o avanço das novas tecnologias referidas no Epic 2014, pode levar-nos a uma situação de extremo desconforto. Ao conjecturarmos a possibilidade de alguém poder entrar nas nossas casas, através de imagens por satélite, apercebemo-nos de imediato que este facto nos conduzirá a uma perda total da nossa privacidade.
Como educadores, partilhamos da opinião que se deve ter em consideração que o acesso a novas tecnologias não implica que os alunos obtenham sucesso. Ou seja, Internet não é sinónimo de sucesso, mas o acesso à rede virtual (bem conduzido) pode facilitar e enriquecer as aprendizagens e ainda estimular os alunos no processo ensino-aprendizagem. Todavia, não negligenciamos o importante papel do professor em todo este processo. Posição revista nas palavras de Masetto (2000:163), quando afirma que “Nem é preciso comentar que a riqueza desses recursos nem de longe deverá substituir a presença e a acção do professor com os alunos. Estas técnicas deverão, isto sim, colaborar para acções conjuntas do professor e alunos em busca de aprendizagem.”

Em síntese, suportamo-nos nas palavras de Univali (2005) que defende que “a utilização desses novos meios proporcionados pela tecnologia deve ocorrer em função da melhor qualidade de vida e do desenvolvimento das pessoas e das organizações, e não um fim em si mesma. Acreditamos que seu emprego deve ser canalizado para a democratização e sucesso efectivo dos processos formativos, a informação e a cultura de um modo geral, e não apenas para elitizar ou impor sofisticação nas formas de aquisição da informação e do saber”. (p. 262)




Bibliografia
CASTRO, C. (2006). A influência das tecnologias de informação e comunicação (TIC) no desenvolvimento do currículo por competências. Tese de mestrado em educação. Desenvolvimento Curricular. Braga: IEP Universidade do Minho.
MASETTO. M. (2000). Mediação pedagógica e o uso da tecnologia. In: Moran, J., Masetto, M., BEHRENS, M. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 6ª edição, Campinas: SP, Papirus
UNIVALI. V. (2005) Currículo, ensino, aprendizagem e tecnologias da informação: avanços, desdobramentos, implicações e limites para a educação superior. Revista de Estudos Curriculares, ano 3, numero 2. Lisboa: Associação Portuguesa de Estudos Curriculares
http://www.temascomunicacao.com/br/v2006/noticias, consultado em 5/11/2007

Linha Temporal EPIC 2014

sábado, 27 de outubro de 2007

Boas Vindas a MyPrecious

"Posso não concordar com nenhuma das palavras que dizeis, mas defenderei até a morte teu direito de dizê-las." [voltaire]

"Os principais males que atacam o homem vêm da ignorância." [Voltaire]

"O trabalho afasta três grandes males: O ócio, o vício e a necessidade." [Voltaire]

"Ame a verdade, Perdoe o erro." [Voltaire]